Noel Gallagher se aventura em carreira solo com Noel Gallagher’s High Flying Birds

Postado dia 13 de janeiro de 2012



Uma coisa se sabe sobre Noel Gallagher, ele adora uma boa polêmica e chamar atenção mas em termos de composição e tentar um trabalho fora do Oasis pode deixar os fãs da banda preocupados ou no mínimo desconfiados do que Noel pode conseguir em uma carreira solo. Então depois de sair do Oasis em 2009 derivando do álbum Peter Green’s Fleetwood Mac (1968 – Blue Horizon Records/Sony Music Entertainment) e a música High Flying Birds da banda americana Jefferson Airplane, ele conseguiu encontrar o nome para sua empreitada solo. A partir daí começou a gravar músicas entre Los Angeles e Londres para o álbum homônimo que foi lançado em Outubro de 2011 produzido por Noel e Dave Sardy (Jet, Johnny Cash, Rage Against The Machice). A faixa de estréia solo de Noel Gallagher é Everybody’s On The Run que tem resquícios muito fortes do Oasis mesmo com mais orquestras para disfarçar a similaridade, mas funciona, tem menos distorções e mais sons etéreos do que outrora, o que dá a impressão de que Noel está mais preocupado com temas maiores, mais profundos e universais. Dream On tem um feel de The Importance To Be Idle tanto pela guitarra como pela bateria marchante à la Beatles. If I Had A Gun traz um vocal lapidado e muito bem feito por Noel com uma atmosfera melancólica referente a ex-banda e é um hit, Noel considera uma das melhores coisas que ele escreveu e a crítica no geral tende a concordar.

Noel Gallagher se aventura em carreira solo com Noel Gallagher’s High Flying Birds

The Death Of You And Me é o primeiro single e o tema estilo The Importance Of Being Idle volta com toda força, é uma música romântica, inocentemente feita com a idéia “felizes para sempre” o que mostra cores menos cinzentas para o pessimismo que muitas vezes toma conta das temáticas preferidas por Noel. (I Wanna Live in a Dream in My) Record Machine é um pedido de ajuda universal com o verso:I wanna live in a dream/In my Record machine/I wanna piece of the world/And everyone inside my mouth/ Cos all the Money/ I waste/Is in a matter of taste/I wanna piece of the world/And you can’t make me spit it out…” com alusões a fama e um tanto ambiciosa também, Noel aposta realmente nos temas universais na canção e deixa de lado nem que por alguns minutos a sombra da ex-banda para criar um estilo mais próprio.

AKA What A Life é uma tentativa de mudar a direção e tentar coisas novas em relação ao som que tanto distingue Noel, é bem sucedida e segundo single do álbum. Soldier Boys And Jesus Freaks mais parece título de uma música de David Bowie em 1980 do que Noel Gallagher em 2011 mas para o descontentamento de quem odeia Noel, ele não decepciona e a música é a melhor de todas as seis anteriores devendo muito a dinâmica que a guitarra com slide traz e a orquestração muito bem executada, é um Noel novo, mais polido e competente. AKA Broken Arrow tem todos os ingredientes da música pop dos anos 90 menos a melodia que não é reta e tão previsível, para quem prestar atenção pode ver um violão no estilo Wonderwall do começo ao fim mas as semelhanças param por aí, o som é mais expansivo, universal e etéreo. (Stranded On) The Wrong Beach mais uma mudança de direção, o som tem mais a ver com Stereophonics do que qualquer coisa que o Oasis tenha feito, é uma ótima trilha, facilmente usada em qualquer tipo de cena de perseguição em filmes de ação. Stop The Clocks rende comparações do próprio Noel a The Masterplan que éde longe a mais psicodélica das músicas do Oasis, Stop The Clocks lida com a temática dos sonhos, sonhar acordado e vai além, se você morrer ao dormir como saberia se estava vivo ou sonhando? Essa é a pergunta que Noel deixa na última faixa da versão standard de Noel Gallagher’s High Flying Birds e tenta trazer algumas respostas no meio do caminho também.


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